Unité d'histoire contemporaine

2018: Os 20 anos da Expo'98. Naçao, Discurso e Identidade

20 de Novembro de 2018  ¦ Sala B221

(Faculté des Lettres - Uni Bastions - Rue De-Candolle 5 - 1211 Genève 4)


Em 1998, esteve patente, na zona oriental de Lisboa, a Expo’98 – a exposição internacional de Lisboa – sob o mote “O Futuro dos Oceanos”. A data assinalava os 500 anos da chegada de Vasco da Gama à Índia.

Lisboa apresentava-se ao mundo como a capital de um país moderno, europeu, mas baseando-se num discurso que revisitava um determinado momento da história do país – os descobrimentos –, desde o século XIX estabelecido como o seu período áureo. O conteúdo do Pavilhão de Portugal, a representação do país anfitrião, aludia precisamente ao papel do país na descoberta dos oceanos. Os descobrimentos eram associados a encontro e partilha, num discurso que parece não ter sabido afastar-se de ideias feitas sobre o tema, dando-lhes antes nova roupagem.

Passados vinte anos, o Centro de Estudos Lusófonos (CEL) propõe-se revisitar esse momento comemorativo e os discursos que lhe estiveram associados, sob diferentes formatos: discursos oficiais, produtos de cultura popular e erudita, expressões artísticas, a conceção do espaço. Reunindo especialistas de diferentes disciplinas, o CEL espera suscitar a reflexão em torno da utilização que a Expo’98 fez da expansão e do colonialismo portugueses na construção de uma narrativa histórica e identitária para o país.

 Programa


14:00 Abertura

14:15 – Pedro Martins
(Instituto de História Contemporânea - FCSH/NOVA)
De Afonso Henriques a Vasco da Gama: representações da história de Portugal na Exposição do Mundo Português (1940) e na Expo 98

 

15:00 – Catarina Duff Burnay
(Centro de Estudos de Comunicação e Cultura, Universidade Católica Portuguesa)
Telenovela, Sociedade e Cultura:  relação improvável ou pangeia da pós-modernidade (?)

 

15: 45 – Pausa Café

 

16:15 – Marta Araújo
(CES/Universidade de Coimbra)
O ‘grande nariz’ dos portugueses: racismo, história e multiperspectivismo na Expo 98

 

17:00 – Nazaré Torrão e Octavio Páez Granados
(Unidade de Português – Université de Genève)
Corvo Branco e corvos negros – da perda da inocência a veladores da tradição? Uma leitura da ópera homónima

 

17:45 – Víctor Barros
(Instituto de História Contemporânea - FCSH/NOVA)
O que as comemorações escondem nas filigranas da memória, da invenção e do consentimento tácito

 

18:30 – Encerramento

 

Organização: Centro de Estudos Lusófonos (Université de Genève)

  • Nazaré Torrão, Departamento de Línguas e Literaturas Românicas, Unidade de Português
  • Pedro Cerdeira, Departamento de História Geral
  • Alexander Keese, Departamento de História Geral
16 novembre 2018
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